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| Reunião definiu estratégias de implantação de um núcleo para gestão de ODMs em Campina Grande | Foto: Ari França |
O jornalista e candidato a
deputado federal DALMO OLIVEIRA
esteve em Campina Grande na tarde desta quinta, 17, participando de reunião
preparatória do Seminário de Mobilização para criação do núcleo municipal dos
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs). O evento foi promovido pela
Secretaria de Planejamento daquele município, em parceria com o Conselho
Estadual de Segurança Alimentar (CONSEA-PB) e com a Fundação Solidariedade.
OLIVEIRA, que é conselheiro
licenciado do CONSEA-PB, aproveitou a reunião para destacar que a busca pelo
alcance dos ODMs no Brasil só faz sentido se for feito um recorte da questão
etnicorracial nos oito objetivos estipulados pela ONU. “Dentre as populações
mais vulneráveis, quando se pensa em segurança alimentar no Brasil, os negros
são os mais vulneráveis. Os índices de evasão escolar, de repetência e de
disparidade entre idade e série são mais altos entre o alunado negro. A
mortalidade infantil e materna também assola mais nossa população. Negros e
negras também são as vitimais mais numerosas da AIDS, de malária, dengue e de
doenças não-transmissíveis, como anemia falciforme, glaucoma e hipertensão
arterial”, destacou o ativista social.
Ele lembra ainda que o terceiro
objetivo, que propugna a igualdade de oportunidades entre os sexos e a
valorização da mulher, invisibiliza a questão da mulher negra. “De fato, no
Brasil, seria necessário acrescentar um oitavo objetivo relacionado à promoção
da igualdade racial e ao combate ao racismo”, defende.
DALMO lembrou aos presentes à
reunião que nos países do chamado “primeiro mundo” vários problemas sociais
também ainda não foram superados. “Na Itália atualmente são seis milhões de
desempregados. Na Alemanha registram-se hoje sete milhões de analfabetos”.
O comunicador comentou ainda
que o orçamento federal para a área de Saúde ocupa a quinta posição entre os
orçamentos de todas as áreas, sendo menor, inclusive, que o do setor da Defesa
e o da Integração Nacional.
O secretário de Planejamento de
Campina Grande, Márcio Caniello, informou que a cidade aderiu à plataforma dos
ODMs em março de 2013. Ele revelou que o município possui hoje 65 mil pessoas
com renda abaixo da linha de pobreza. Outro dado preocupante é que a mortalidade
materna aumentou nos últimos anos na cidade. Já a taxa de conclusão do ensino
fundamental e médio é de cerca de 50% na Rainha da Borborema. “Com a adesão, o
município poderá acessar políticas públicas federais com mais facilidade”,
disse Caniello.
Em Campina Grande, 35 mil
famílias continuam recebendo os benefícios do programa Bolsa Família. Na cidade
há um cadastro de 11 mil candidatos aos programas públicos de habitação popular.
Segundo Arimatéia França, representante da Secretaria Geral da Presidência da
República e presidente do CONSEA-PB, 152 municípios paraibanos permanecem com
IDH abaixo da média nacional.
O Seminário de Mobilização
deverá ocorrer no dia 21 de agosto e são previstos cerca de 200 participantes.

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