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Mulher negra paraibana luta pela superação do racismo

 CNPJ: 20.578.776/0001-65
Norma: beleza da negritude como meio de sobrevivência | Foto: Dalmo Oliveira
Criado em 25 de julho de 1992 na República Dominicana, o Dia Internacional da Mulher Afro-Latina-Americana e Caribenha marca, internacionalmente, a luta e a resistência da mulher negra em toda a América do Sul e Caribe. Em 2011, esta comemoração tem seus objetivos reforçados com as celebrações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU).


Nesta data os movimentos de mulheres negras buscam denunciar o racismo, a discriminação e as desigualdades sociais. A trajetória da mulher negra é marcada por inúmeros desafios, que englobam a discriminação por gênero e por raça.
Na Paraíba, o movimento negro tem utilizado a data para discutir com a sociedade o papel da mulher negra na construção da nossa cidadania. “Nossa candidatura se acosta a esse esforço do nosso movimento para reforçar a necessidade de lutarmos por mais políticas públicas para as mulheres negras. Estamos especialmente empenhados em propor soluções para a saúde da mulher negra na Paraíba e no Brasil. A questão da saúde sexual e reprodutiva é algo importante já na fase da adolescência das nossas meninas negras. A AIDS continua vitimando mais a nossa população do que os segmentos não-negros”, diz DALMO OLIVEIRA, candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores.
“A morte materna continua sendo um desafio não resolvido pelas autoridades de saúde e as mulheres negras, outra vez, são as principais vítimas. Uma mulher negra, historicamente, recebe menos atenção medica e de saúde durante o pré-natal do que uma mulher não-negra. O número de consultas a que as mulheres negras têm acesso antes do parto pode ser de até dois terços menor que ao total das consultas obtidas pelas mulheres não-negras”, acrescenta.
DALMO alerta também para um problema pouco discutido: a situação das mulheres negras que sofrem de anemia falciforme, uma doença do sangue, genética e hereditária, que atinge principalmente a população negra. “Precisamos implantar serviços de atenção especial na rede estadual de saúde. Muitas mulheres com essa doença precisam se deslocar vários quilômetros até João Pessoa ou Campina Grande para receber atendimento mais especializado. Durante a gravidez, essas mulheres têm alto risco de morte e precisam de acompanhamento constante de hematologistas e outros especialistas”, lembra o candidato.
“As companheiras negras também sofrem pelo racismo institucional quando procuram serviços públicos de saúde. É aquela ideia de achar que mulher negra aguenta mais dor que as outras. Esse tipo de comportamento dos servidores da saúde acaba fazendo com que as mulheres negras recebam menos analgésicos que as não-negras durante o trabalho de parto, por exemplo”, diz o ativista.
Mulheres negras também estão na última posição da escala de remuneração salarial no mercado convencional de trabalho. Elas também enfrentam mais dificuldades para assumir cargos de chefia. Outro grande desafio é a superação da violência doméstica e de gênero.

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