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| Norma: beleza da negritude como meio de sobrevivência | Foto: Dalmo Oliveira |
Criado em 25 de julho de 1992 na
República Dominicana, o Dia Internacional da Mulher Afro-Latina-Americana e
Caribenha marca, internacionalmente, a luta e a resistência da mulher negra em
toda a América do Sul e Caribe. Em 2011, esta comemoração tem seus objetivos
reforçados com as celebrações do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes,
instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Nesta data os movimentos de
mulheres negras buscam denunciar o racismo, a discriminação e as desigualdades
sociais. A trajetória da mulher negra é marcada por inúmeros desafios, que englobam
a discriminação por gênero e por raça.
Na Paraíba, o movimento negro tem
utilizado a data para discutir com a sociedade o papel da mulher negra na
construção da nossa cidadania. “Nossa candidatura se acosta a esse esforço do
nosso movimento para reforçar a necessidade de lutarmos por mais políticas
públicas para as mulheres negras. Estamos especialmente empenhados em propor
soluções para a saúde da mulher negra na Paraíba e no Brasil. A questão da
saúde sexual e reprodutiva é algo importante já na fase da adolescência das
nossas meninas negras. A AIDS continua vitimando mais a nossa população do que
os segmentos não-negros”, diz DALMO OLIVEIRA, candidato a deputado federal pelo
Partido dos Trabalhadores.
“A morte materna continua sendo
um desafio não resolvido pelas autoridades de saúde e as mulheres negras, outra
vez, são as principais vítimas. Uma mulher negra, historicamente, recebe menos
atenção medica e de saúde durante o pré-natal do que uma mulher não-negra. O
número de consultas a que as mulheres negras têm acesso antes do parto pode ser
de até dois terços menor que ao total das consultas obtidas pelas mulheres não-negras”,
acrescenta.
DALMO alerta também para um
problema pouco discutido: a situação das mulheres negras que sofrem de anemia
falciforme, uma doença do sangue, genética e hereditária, que atinge
principalmente a população negra. “Precisamos implantar serviços de atenção
especial na rede estadual de saúde. Muitas mulheres com essa doença precisam se
deslocar vários quilômetros até João Pessoa ou Campina Grande para receber atendimento
mais especializado. Durante a gravidez, essas mulheres têm alto risco de morte
e precisam de acompanhamento constante de hematologistas e outros especialistas”,
lembra o candidato.
“As companheiras negras também
sofrem pelo racismo institucional quando procuram serviços públicos de saúde. É
aquela ideia de achar que mulher negra aguenta mais dor que as outras. Esse
tipo de comportamento dos servidores da saúde acaba fazendo com que as mulheres
negras recebam menos analgésicos que as não-negras durante o trabalho de parto,
por exemplo”, diz o ativista.
Mulheres negras também estão na
última posição da escala de remuneração salarial no mercado convencional de
trabalho. Elas também enfrentam mais dificuldades para assumir cargos de chefia. Outro grande desafio é a superação da violência doméstica e de gênero.

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