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Enquanto a campanha não começa...

Enquanto a campanha não começa oficialmente criamos esse espaço para divulgação da nossa pré-candidatura.

Devo dizer a todas e todos, inicialmente, que esse desafio foi sendo desenhado ao longo dos últimos anos a partir da minha militância mais orgânica nos movimentos sociais negros no estado da Paraíba, a partir do momento em que passamos a compor a direção da ASSOCIAÇÃO PARAIBANA DOS PORTADORES DE ANEMIAS HEREDITÁRIAS (ASPPAH) em dezembro de 2008. Para conhecer mais nosso trabalho com a saúde da população negra, acesse: http://asppah.wordpress.com/

Esse ativismo, somado à minha longa trajetória sindicalista, nos fez ingressar definitivamente e de forma mais orgânica no movimento negro local, quando pudemos participar da criação do FÓRUM PARAIBANO DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL (FOPPIR), a partir de 2010. Para conhecer o trabalho com o FOPPIR, acesse: http://foppir.blogspot.com.br/2008/04/balula-morreu-viva-balula.html

O terceiro pilar da nossa ação cidadã também tem a ver com minha atuação profissional, como jornalista, radialista e blogueiro: a luta pela democratização da comunicação, cujo marco mobilizatório ocorreu quando ajudei a realizar na Paraíba conferências públicas de comunicação e participei, no final de 2009, da primeira (e até agora única) Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM).

Então para começo de conversa, devo dizer que coloco meu nome e minha experiência de vida à disposição de um coletivo de pessoas e de organizações da sociedade civil para apresentarmos nas eleições de 2014 uma candidatura que represente esses segmentos e anseios.

Não se trata, portanto, de uma pré-candidatura convencional, nos moldes da politicalha tradicional e "burguesa" que monopoliza a representatividade nacional nas casas legislativas brasileiras. Nos inspiramos em Abdias do Nascimento, em Eduardo Oliveira, em Benedita da Silva, em Cristovão Buarque, em Paulo Paim, em Zumbi dos Palmares, em Mahatma Ghandi, em Nelson Mandela, em Nesthor Makhno, em Piort Kropotkin, em Carolina Maria de Jesus, em Margarida Maria Alves, em Pedro Teixeira, em Milton Santos, em João Balula, em Helinton Santana, em José Maria Pires, em Marcelo Carvalheira, em Marcelo Cidalina, e em tantos e tantas anônimas e anônimos, negros ou não, que fizeram de suas vidas exemplos de dignidade humana, de fé nas pessoas, de resistência e sabedoria.

Para além de uma simples campanha eleitoral, queremos mobilizar a comunidade afroparaibana e a sociedade civil para refletir e agir em busca da emancipação dos homens e mulheres com quem dividimos nossa contemporaneidade.

Que siga-nos os bons!

DALMO OLIVEIRA

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