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Jornalista é opção do PT para candidatura ligada aos movimentos sociais







        O jornalista guarabirense, Dalmo Oliveira, 48, pré-candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), será uma das mais nova opções do partido da presidenta Dilma na Paraíba para manter uma tradição que é sua marca registrada: a presença de ativistas vinculados aos movimentos sociais na disputa eleitoral.


        “Nas últimas eleições o movimento negro paraibano tem escalado seus melhores quadros para disputar os cargos eleitorais e esse ano chegou minha vez”, diz Oliveira, que também possui larga experiência no movimento sindical paraibano, tendo sido diretor do Sindicato dos Jornalistas por duas gestões.
        Segundo o pré-candidato, a candidatura surge da ideia de oferecer ao eleitor da Paraíba novas opções, num momento em que a política partidária se encontra tão desgastada em decorrência de alguns vícios dos chamados “políticos profissionais”.
        “Utilizaremos a campanha para discutir com a população paraibana outros assuntos que não interessam a pauta dos candidatos tradicionais. Nossa candidatura terá três grandes eixos discursivos: saúde da população negra, com ênfase na anemia falciforme, que é uma doença hereditária que também possuo; democratização dos meios de comunicação; e a promoção da igualdade racial em todas a suas nuances”, declara o petista.
Oliveira: resgate de candidatura mais popular no PT

        Dalmo diz que, filiado ao PT desde 2011, sempre esteve muito próximo ao universo petista, desde a juventude, ainda na Rainha do Brejo, quando sua tia, Neves Oliveira, participou da fundação do partido naquela cidade. “Antes de vir morar na capital já tinha contato com as lutas sociais, primeiro através dos movimentos de jovens da Igreja Católica. A partir de 87 ingressamos no movimento estudantil na UFPB. Desde então a militância social e sindical passou a fazer parte do meu dia a dia”, lembra.

NEGRITUDE

         Oliveira diz ainda que sua pré-candidatura tem a ver com o fato de o PT ser um partido forjado nos movimentos sociais. “Não conheço a organização dos outros partidos, mas sei que poucos possuem setoriais para discutir temas diretamente vinculados às demandas sociais. No PT temos o setorial de combate ao racismo, setorial de mulheres, setorial de cultural e essas organizações internas dialogam permanentemente com a sociedade civil organizada, seja período eleitoral ou não. O PT é um partido mais orgânico”, comenta.
        Dalmo, que é um dos fundadores do Fórum Paraibano de Promoção da Igualdade Racial (FOPPIR), diz que a Paraíba tem consciência de que a representação da população negra nas casas legislativas (Câmaras municipais e federal e Assembleia Legislativa) é muito desproporcional à relação racial da população. Hoje, cerca de 56% dos paraibanos é afrodescendente. São pessoas pretas e pardas que, segundo o IBGE, formam a população negra.
        “Ora, se somos a maioria da população, porque não temos vereadores e deputados que nos representem verdadeiramente? Simplesmente porque o racismo estruturante na nossa sociedade não permite que cheguemos nos espaços do poder constituído. Os poucos políticos negros que temos não possuem consciência nem compromisso com nossa população”, garante.

QUILOMBOLAS, ÍNDIOS E CIGANOS

        Oliveira diz que sua pré-candidatura vai ao encontro da estratégia política de oferecer aos segmentos sociais mais invisibilizados oportunidade de expressão durante o período eleitoral deste ano. “Não temos a pretensão de representar todos os segmentos sociais excluídos, mas de oferecer a esses segmentos um momento de empoderamento político na disputa eleitoral. Dar visibilidade aos discursos historicamente silenciados desses segmentos é nossa meta no processo eleitoral deste ano, independentemente de sermos ou não uma candidatura competitiva. Essa competitividade quem vai definir é o eleitor consciente paraibano”, acrescenta o jornalista, que é servidor público federal concursado desde 1994.
        “Vamos priorizar as demandas das comunidades quilombolas, ciganas e indígenas, especialmente os companheiros e companheiras da nação Tabajara. Temos compromissos consolidados também com as populações negras urbanas das periferias das maiores cidades paraibanas. Vamos apresentar os desafios e ideias para superação da problemática da violência que atinge a juventude negra  . Alguns temas transversais, como saúde, educação, emprego e renda, cultura e segurança alimentar também estarão no foco da nossa plataforma de ação parlamentar”, garante.
       
COMUNICAÇÃO & DEMOCRACIA

        Além da temática racial, Dalmo Oliveira pretende tornar sua candidatura um espaço de aprofundamento sobre a discussão acerca da democratização dos meios de comunicação. “Participei fortemente da organização das conferências públicas de comunicação que ocorreram em 2009. Estamos convictos de que a democratização brasileira continua incompleta enquanto a legislação brasileira que regula os meios de comunicação continuar dando privilégios às grandes corporações e impedindo a sociedade civil organizada de se expressar livremente, especialmente nas rádios e televisões”, finaliza.

TRAJETÓRIA

Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (1990) e possi mestrado em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco (2007). Atualmente é Analista do Centro Nacional de Pesquisa do Algodão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), estando cedido à Superintendência Federal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na Paraíba (SFA-PB).

Atuou como coordenador de comunicação da Associação Paraibana de Portadores de Anemias Hereditárias (ASPPAH). Fundador do Fórum Paraibano de Promoção da Igualdade Racial (FOPPIR) e primeiro presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Paraíba (CEPPIR) no período de 2010 a 2013. Atua ainda no Conselho Estadual de Segurança Alimentar (CONSEA-PB) e no Conselho Municipal de Saúde de João Pessoa. Integra na Paraíba equipe coordenadora da Rede Nacional de Religiões Afro e Saúde.

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(83) 8897.1340 /9665.0161

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