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| Érica e o filho esperando casa decente | Foto: Dalmo Oliveira |
A anemia falciforme, doença
hereditária que atinge principalmente a população afrodescendente, é
considerada pelo jornalista e candidato a deputado federal DALMO OLIVEIRA como sendo também uma preocupante “doença social”.
Essa semana ele pode comprovar mais uma vez sua tese ao visitar uma família que
sofre com o problema na periferia da capital paraibana.
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| DALMO constatou vulnerabilidade da família | Foto: Fabiana Veloso |
“Esse ano ele já teve cinco
internações. Sente cansaço, inchaço e dores nas juntas e, às vezes, sangra pelo
nariz”, relata a mãe, que tem encontrado dificuldades em achar os medicamentos
para o menino nos postos de saúde da redondeza.
No barraco que o marido
construiu na ocupação a situação é muito complicada. Chão batido, poeira,
mosquito e moscas compõem o cenário de inabitabilidade do lugar. Érica instalou
um vaso sanitário no barracão, mas diz que a maioria das famílias faz as
necessidades fisiológicas ao relento.
O único cano de água que
abastecia a ocupação está estourado. As instalações elétricas são outro risco,
com “gambiarras” enredadas entre um barraco e outro. As paredes do barraco de
Érica são de plástico preto e madeira tirada da mata vizinha.
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| Mais de 100 famílias ocupam loteamento popular "Sonho Verde" na região de Mangabeira | Foto: Dalmo Oliveira |
Cerca de 100 famílias ocupam a
área há quase dois anos. Todos estão cadastrados e aguardam as providências da
prefeitura para uma solução do problema. Segundo Érica, as famílias receberam a
promessa de serem inseridas no programa de aluguel social enquanto casas de
verdade seriam construídas no local, dentro das políticas públicas de habitação
popular. Morar e ocupar o lugar são a única garantia que têm de conseguirem o
benefício.
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| Érica no barracão: em busca da casa própria | Foto: Dalmo Oliveira |
Érica diz que não pode ficar
ali com o filho, porque ele vive adoecendo devido às condições do local. O
esposo passa a semana na zona rural trabalhando num sítio. Ela não recebe Bolsa
Família nem cestas básicas de alimentação. Uma filha mais velha, fruto de
relacionamento anterior, vive com a avó. O pai da menina sumiu e não paga
pensão para a criança de nove anos.
“Esse é um quadro muito comum
nas famílias pobres que possuem pessoas com anemia falciforme. A falta de
informação, de acesso aos direitos mínimos, faz com que a doença se torne ainda
mais perigosa e letal. Crianças que possuem essa doença, sem os cuidados
necessários de saúde, têm 80% mais de chance de agravarem o problema e irem a
óbito”, diz DALMO, que vai acompanhar o caso de Érica e Luiz Henrique e
encaminhá-los para os serviços públicos para que recebam a assistência a que
têm direito.




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